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CASA CONTÊINER É CONSTRUÍDA NO DESERTO AMERICANO









Tim Palen Studio, na Shadow Mountain, é a primeira casa contêiner permitida e construída no Deserto Mojave, Califórnia. O projeto, que mescla arquitetura e desgin, foi totalmente idealizado com base nos padrões da sustentabilidade.
A residência combina eficiência energética e sistemas diversificados trabalhando em conjunto para produzir um bom funcionamento da “máquina híbrida verde”, maximizando sua eficiência e diminuindo custos enquanto oferece flexibilidade de design arquitetônico.
A casa é um protótipo da segunda geração de casas pré-fabricadas e um produto semelhante a um “kit” de casa desenvolvido pela Ecotechbuild em colaboração com a Ecotechdesign. A moradia híbrida tem sua estrutura feita a partir de contêineres de cargas e componentes de aço pré-fabricados que podem ser erguidos e combinados em conjunto, no local, muitas vezes em menos de uma hora.
Os contêineres de carga reciclados, de 6,06 m de extensão, foram reformados em Los Angeles e depois enviados para o local onde foram erguidos e empilhados, necessitantdo de apenas em 15 minutos para que cada um dos módulos ficasse pronto.
A casa, instalada em meio ao deserto, possui um solatube que pode ser manualmente controlado para manter a temperatura balanceada de maneira eficiente.
A estrutura atua como um refúgio, possuindo uma cobertura de metal perfurada, que envolve o teto do contêiner, paredes de aço viradas para o sul e espaço de convivência, que fornecem proteção contra o calor do deserto, o brilho, o vento e areia. O breezeway dirige o fluxo de ar para melhorar o a ventilação interna.
O projeto é composto de diversos componentes incluindo seis contêineres reutilizados, compostos pré-fabricados e tanque de armazenamento na cobertura. Além disso, a estrutura integra sistemas de aço, que proporcionam uma força extraordinária contra terremotos, incêndios e proteções de vento, bem como grandes janelas e aberturas de porta para maximizar a iluminação natural, ventilação e refrigeração.
O sistema de sombreamento é feito por uma estrutura de aço ajustável e metais perfurados. O projeto também prevê a anexação de um futuro sistema de painéis solares-elétricos para aquecimento da água.
Para conservação de água existe um sistema integrado de recolha e armazenamento de água cinza para reuso, na irrigação. No paisagismo são utilizadas plantas nativas do deserto e sedums para absorverem o calor e o gás carbônico.
A conservação de energia se faz por uma estrutura de aço inovador que permite a colocação de um "teto frio"; um sistema de isolamento térmico. Para finalizar, todos os aparelhos, equipamentos e sistemas de aquecimento usados no projeto são relacionados no Energy Star, que qualifica a eficiência energética no território americano. 

STUDIO CONTEINER









O arquiteto Jim Pottet transformou um antigo contêiner de navio em um lindo estúdio. O espaço foi feito para a artista plástica Stacey Hill, que vive em uma comunidade de artistas em San Antonio, Texas.
Pintado em azul escuro, o contêiner, de aproximadamente 12 metros, logo virou um maravilhoso local de descanso no quintal.
O estúdio serve como sala de brinquedos para as duas filhas de Stacey, que adoram o local, e também como quarto de hóspedes, para os artistas que visitam a comunidade.
Além de muito bonito, o estúdio segue os conceitos da arquitetura sustentável. Os telhados são “verdes” – pois oferecem maior conforto térmico -, o sanitário possui sistema de compostagem, a água da chuva é coletada e os acabamentos são ecológicos.
O estúdio também possui grandes janelas de vidro, que permitem o aproveitamento da luminosidade natural, e as paredes e o piso são feitos com bambu.
“O contêiner, como nós o chamamos, é um refúgio para mim, pois o local é puro, silencioso, maravilhosamente iluminado e a vista para o jardim é linda” finaliza a artista plástica.

O VAGÃO VIRA CASA


Em 1976, Marcia Weber e seu marido compraram um vagão de trem em oferta na estação Tunerville, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Anos depois, o casal se divorciou, e a americana perdeu o emprego. Assim, decidiu levar o vagão, que foi fabricado há 100 anos, para a Pensilvânia e adaptá-lo para morar definitivamente.

Além de instalar um banheiro no vagão, ela tratou de colocar luz elétrica, água encanada e aquecedores. Também adaptou um deck de madeira, que funciona como jardim e varanda, na frente do veículo. Hoje, o vagão está equipado com máquina de lavar, secadora de roupas, geladeira, fogão, microondas e lava louça. A residência está avaliada em R$ 9.400.
Em entrevista a um site americano, Marcia contou que, quando se mudou para o vagão, teve que vender 95% de seus pertences. “Nada cabia no espaço.” Hoje, ela adora a vista que tem de suas janelas e aponta uma grande vantagem de sua casa: “Limpo tudo em 15 minutos”.